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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Cientistas chegam mais perto do elixir da juventude

cromossomo
Pesquisadores acreditam que aumentando o nível de uma enzima natural no organismo pode prevenir a morte celular e levar a uma vida mais longa e saudável.
A proteína telomerase ajuda a manter as pontas protetoras ao final dos cromossomos, os telômeros, que agem como cadarços que evitam que eles “desamarrem”, destruindo a célula.
Enquanto envelhecemos e nossas células se dividem a informação do tamanho do telômero é passada para a nova célula com um “prazo de validade” mais curto. As pontas dos cromossomos tornam-se cada vez mais curtas e frágeis que finalmente a célula morre. Portanto os cientistas pensam que aumentando os níveis naturais de telomerase poderejuvenescer as células.
Uma equipe do Centro Espanhol de Câncer, em Madri, testou a teoria em rados e descobriu que aqueles que foram produtos da engenharia genética produziam 10 vezes mais do que os níveis normais de telomerase e viviam 50% mais do que o normal.
Maria Blasco, a cientista que liderou a pesquisa, disse que a enzima era capaz de transformar “uma célula normal e mortal em uma célula imortal”.
Ele disse também que estava otimista que uma abordagem similar levaria finalmente à maior expectativa de vida. Porém, apesar de ser possível “atrasar o envelhecimento de ratos e aumentar a sua expectativa de vida, eu penso que é muito difícil extrapolar dados sobre o envelhecimento de ratos para humanos”.
Um dos problemas em aumentar os níveis de telomerase é o risco maior de câncer. As células se reproduzem indefinidamente com a proteína, portanto há mais chance de mutações genéticas que levem a desenvolver a doença. Mas isto poderia ser controlado.
Segundo Maria os roedores com maiores níveis de telomerase também viam benefícios na saúde associados com a juventude como menos gordura subcutânea e melhor tolerância à glicose

Eletricidade sem fio: O futuro no presente

Em uma grande evolução tecnológica agora a eletricidade não necessitará de fios para acender nossas luzes. A novidade foi apresentada em uma feira de tecnologia em Las Vegas, nos EUA.
A tecnologia da eletricidade sem fio, criada por estadunidenses e israelenses, ainda é um grande segredo, pois eles ainda não revelam muitos detalhes. Eles explicam apenas que a eletricidade é transmitida através de indução magnética, algo próximo de um imã. Não há necessidade de fios ou contato e as placas de transmitem energia elétrica sem fio poderão ficar sobre a escrivaninha ou até embutida no balcão da cozinha.
O mais incrível é que além de luminárias é possível ver um liquidificador e uma batedeira de 300 watts funcionarem sem fios elétricos.
A empresa que está desenvolvendo a tecnologia afirma que o material transmissor no futuro será impresso em um tipo de papel de parede que poderá ser colocado nas mesas ou paredes para transmitir eletricidade sem fios.
Não vamos tomar choques constantes? Não, pois não é eletricidade que é transmitida, mas outro tipo de energia.
Outra empresa transmite eletricidade sem fio com ondas de rádio. As ondas de alta frequência abastecem pilhas e baterias recarregáveis, como o controle remoto.
Mas há outro inventor de eletricidade sem fio que criou um aparelho que transforma a energia em um tipo de raio infravermelho (calor) que pode ser transmitido até 100m de distância e convertido novamente em energia elétrica. Até o momento a voltagem e amperagem geradas conseguem apenas acender lâmpadas, mas logo quase todos os aparelhos em nossa casa funcionarão assim, segundo David.
Este tipo de tecnologia ainda está nas suas primeiras idades, mas logo haverá uma grande corrida para o estabelecimento de um padrão para a eletricidade sem fios que dominará o mercado e, assim que entrarmos em casa, nosso celular será automaticamente carregado e não precisaremos mais nos preocupar com o emaranhado de cabos pela casa.

Sem desperdício: cientistas geram eletricidade a partir de calor

Hoje, cerca de metade da energia produzida por carros, fábricas e usinas é liberada na forma de calor, que escapa para a atmosfera. A partir de um dispositivo desenvolvido por engenheiros da Universidade de Oregon, EUA, esse calor residual poderá ser aproveitado para outros fins, como para a produção de energia em escapamentos de carros.
Esse foi um grande passo para a resolução de um dos resíduos mais comuns na atmosfera, ainda mais pela sua utilização para a geração de energia. A máquina desenvolvida pelos engenheiros pode ser conectada ao escapamento dos automóveis, geradores e até em fábricas.
Atualmente, mais da metade do calor gerado pelas atividades industriais é desperdiçada. Nos automóveis, apenas de 25% a 40% da energia produzida nos motores é utilizada. O dispositivo de aproveitamento deste calor está sendo aperfeiçoado e está deixando os pesquisadores confiantes por sua efetividade.
Essa tecnologia será muito útil se houver necessidade de um sistema de refrigeração em um local em que o calor está sendo desperdiçado. Cientistas alemães já desenvolveram um sistema que é capaz de gerar energia a partir do calor residual o transformando em eletricidade.
Outra pesquisa também já trabalhou com um sistema que capta água dos motores movidos a diesel fornecendo água potável – o que seria de grande serventia para soldados em campos de batalha.

Invenção transforma esgoto em eletricidade

Em tempos de procura por soluções sustentáveis, muita gente já arranjou maneiras de reaproveitar restos de recursos que antes eram jogados fora. Com o simples fato de ir ao banheiro, um estudante britânico teve uma ideia genial: gerar eletricidade a partir da água levada pela descarga do vaso sanitário.
Observando a força com que a descarga do vaso dom quarto de um hotel funcionava, o estudante teve a ideia de usar a energia do esgoto em queda para gerar eletricidade. Assim, criou uma turbina de quatro lâminas, que gira devido à passagem da água suja e produz energia associada a um gerador.
Esses geradores podem ser instalados em um prédio, em todos os banheiros, e fornecer energia para o próprio imóvel. O idealizador calcula que, em funcionamento, pode poupar cerca de 1.000 dólares (o que atualmente equivale a uns 1.750 reais) por ano na conta de luz. Agora, é possível produzir energia até na hora de fazer as necessidades básicas. 

Micróbios podem se reproduzir em condições de “hipergravidade”

Segundo um novo estudo, enormes forças gravitacionais não parecem representar perigo para os micróbios. Mais do que isso – eles continuam se reproduzindo mesmo em condições extremas.
A pesquisa descobriu que várias espécies de bactérias podem sobreviver e se reproduzir em ambientes “hipergravitacionais”, com gravidade mais de 400.000 vezes mais forte que a da Terra.
O estudo chegou a essa conclusão por acaso. Os cientistas não queriam estabelecer os limites de tolerância gravitacional de micróbios. Em vez disso, eles simplesmente queriam medir a densidade de bactérias Escherichia coli usando uma centrífuga.
Quando eles giraram a E. coli até o equivalente a 7.500 Gs (7.500 vezes a força da gravidade da Terra), no entanto, descobriram que o micróbio continuou crescendo e reproduzindo muito bem. A descoberta foi uma surpresa. Eles aumentaram a gravidade a 400.000 (o máximo que o instrumento permitia) e verificaram que a E. coli continuava se proliferando.
Em contrapartida, qualquer coisa acima de cerca de 50 Gs causa ferimentos graves ou morte em seres humanos, mesmo que a exposição seja de apenas alguns centésimos de segundo. Os astronautas a bordo de ônibus espaciais da NASA passam por cerca de 3 Gs na decolagem e reentrada na Terra.
Os pesquisadores ampliaram a experiência, expondo quatro espécies de micróbios a hipergravidade por até 140 horas. Eles descobriram que uma outra bactéria, Paracoccus denitrificans, também pode se reproduzir a cerca de 400.000 Gs, apesar de sua proliferação – como a da E. coli – ser atrofiada em tais condições extremas.
P. denitrificans e E. coli foram as campeãs da tolerância a hipergravidade, mas todas as cinco espécies analisadas podiam reproduzir a certa medida até cerca de 20.000 Gs.
Estudos anteriores já haviam afirmado que alguns microorganismos podem sobreviver a gravidades superiores a 15.000 Gs, mas a nova pesquisa é uma das primeiras a demonstrar que uma variedade de micróbios pode realmente proliferar em hipergravidade.
A descoberta sugere que a vida alienígena pode existir em uma ampla gama de condições, bem como sobreviver a altas forças gravitacionais. O número e os tipos de ambientes habitáveis no universo acabam de se expandir.
Os resultados alargam a possibilidade de vida além dos planetas, até as estranhas “estrelas falhadas”, conhecidas como anãs marrons. Afinal, se as bactérias podem se reproduzir na Terra a 400.000 Gs, os 10 a 100 Gs possivelmente encontrados em uma anã marrom não devem ser muito de um impedimento. E algumas anãs marrons podem ser frias o suficiente para suportar a vida como nós a conhecemos.
Segundo os pesquisadores, os resultados também sugerem que o transporte de formas de vida entre dois mundos é uma possibilidade real. Ao longo dos séculos, talvez um bilhão de toneladas de rochas viajou de Marte a Terra através de meteoritos. Tais intercâmbios interplanetários, em nosso sistema solar ou outros, poderiam, teoricamente, transferir micróbios.
Os cientistas acreditam que os meteoritos podem gerar até 300.000 Gs, que o novo estudo indica ser possível para a vida microbiana sobreviver e manter reprodução. Se a vida existe em outros lugares do universo, a pesquisa fornece novas evidências de que poderia se espalhar dentro de sistemas solares pelo transporte de impacto de meteoritos. 

Cientistas mais perto de obter eletricidade a partir de micróbios

A descoberta de que micróbios soltam naturalmente pequenos impulsos elétricos pode levá-los a serem aproveitados para gerar energia. Pesquisadores encontraram “fios” microscópicos enrolados nas paredes celulares da bactéria, que também pode ser usada para limpar vazamentos de petróleo ou poluição de urânio, de acordo com o relatório dos cientistas.
A descoberta sobre a estrutura exata das bactérias e seus fios do tamanho de átomos permitirá aos pesquisadores desenvolver eletrodos com melhor contato para conseguir captar as cargas liberadas pelos micróbios para evitar um acúmulo de eletricidade.
“Nós seremos capazes de usar isso para captar mais eletricidade a partir de bactérias”, promete o autor Tom Clarke, da Universidade de East Anglia, na Inglaterra.
“Até agora, foi como tentar construir um rádio sem saber o modelo nem o tamanho da bateria que você vai colocar nele”, compara Clarke. “Agora temos um modelo do como a bateria se parece”, diz ele sobre o estudo, que envolveu também os cientistas do Laboratório Nacional do Pacífico Noroeste dos EUA.
“Todos os seres vivos geram eletricidade, não é coisa de ficção científica”, ressalta. Os seres humanos, por exemplo, usam a eletricidade para manter os seus corações batendo e seus cérebros pensando.
E as bactérias usam seus fios para descarregar a eletricidade excedente. “Se elas ficarem com um acúmulo de carga, todas as suas funções orgânicas cessam, da alimentação à respiração”, conta ele.
Mesmo assim, pode-se levar talvez uma década até que se desenvolva o uso da bactéria como uma fonte de energia elétrica, para carregadores de celular, por exemplo. Antes disso, as aplicações precisam se tornar cem ou até mil vezes mais eficientes. A bactéria é de um tipo chamado Shewanella oneidensis e vive em ambientes sem oxigênio.
Os cientistas ainda afirmam que as descobertas podem ajudar a acelerar o desenvolvimento de agentes micróbios para limpar óleo ou poluição de urânio, bem como para criar células de combustível alimentadas por esgoto ou resíduos

Cientistas chegam ainda mais perto de lerem pensamentos

Cientistas declaram que, pela primeira vez, eles entenderam alguns pensamentos observando a atividade cerebral.
O hipocampo do cérebro é conhecido por ser responsável pelo armazenamento de nossas memórias, mas pesquisadores, agora, afirmam saber e identificar como imagens estão sendo gravadas em nossa lembrança.
Na pesquisa, cientistas da Wellcome Trust treinaram quatro voluntários para reconhecer alguns ambientes de realidade virtual. Os neurônios no hipocampo dessas pessoas, então, começavam a mostrar atividade, reconhecendo onde elas “estavam”.
O time de cientistas, da University College de Londres, começou, então, a usar um equipamento especial que mede a mudança no fluxo sanguíneo ao redor do cérebro do voluntário. Isso os permitiu analisar a atividade celular enquanto os participantes – homens, com experiência em jogos de videogame – se moviam através do campo de realidade virtual em que estavam imersos. Os dados, então, eram repassados a um computador.
“Perguntamos-nos se encontraríamos padrões na atividade cerebral que nos mostrassem o que, exatamente, o voluntário estava pensando. Nesse caso, encontramos” declarou a professora Eleanor Maguire, uma das condutoras da pesquisa.
“Surpreendentemente, conseguimos prever exatamente onde os voluntários estavam no ambiente virtual, apenas olhando para o cérebro deles. Em outras palavras, pudemos ler suas memórias espaciais” explica.
Mesmo assim, os cientistas ressaltam que encontrar esse tipo de padrão e ler os pensamentos mais íntimos e secretos das pessoas são duas coisas diferentes. A segunda ainda está bem distante.
Os benefícios de pesquisas como essas são para pessoas que sofrem de doenças cerebrais, como Alzheimer.
“Entender como funciona o armazenamento de memória nos ajudaria a entender a maneira com que as lembranças são danificadas posteriormente. Então poderíamos ajudar os pacientes a se recuperarem também” diz a professora Maguire.
O professor Clive Ballard, diretor de pesquisas da Sociedade Alzheimer, declara que um maior entendimento do hipocampo, uma área chave afetada pelo Alzheimer, irá ajudar, também, no entendimento da doença. “Pesquisas que mostrem o funcionamento cerebral podem nos ajudar a descobrir que tipo de células nervosas são perdidas quando a pessoa sofre da doença” explica.