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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Conheça o “cemitério” de cometas

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Em uma certa região do nosso sistema solar, há mais de um milhão de cometas que se tornaram inativos há milhões de anos – e, surpreendentemente, alguns “voltaram à vida” depois desse longo período.
Recentemente, uma equipe de cientistas da Universidade de Antioquia (Colômbia) decidiu investigar essa região, localizada entre as órbitas de Marte e Júpiter. “Encontramos um cemitério de cometas”, explica o astrônomo Ignacio Ferrin, líder do grupo.

Vida, morte e ressurreição

Quando um asteroide (um objeto composto por rocha, gelo e impurezas e que normalmente tem pelo menos alguns quilômetros de extensão) chega a uma certa distância do sol, ele entra em órbita e ganha velocidade, e os ventos solares fazem com que o gelo evapore e se transforme em uma “cauda” – o asteroide, então, se torna um cometa.
  • Qual a diferença entre um asteroide, um cometa, um meteoro e um meteorito?
Eventualmente, o cometa colide com algum obstáculo (ou sofre a ação de uma força contrária) e desacelera, perdendo a “cauda” e vagando lentamente pelo espaço. “Imagine todos esses asteroides orbitando o sol por eras, sem indícios de atividade”. De acordo com Ferrin, porém, “alguns deles não são rochas mortas, afinal de contas, cometas dormentes podem voltar à vida se a energia que recebem do sol aumenta um pouco” – o que acontece, por exemplo, quando as órbitas de Marte ou Júpiter fazem com que se aproximem do sol.
A equipe encontrou 12. “Esses objetos são os ‘cometas Lázaros’, que retornam à vida depois de permanecerem dormentes por milhares ou até mesmo milhões de anos. Potencialmente, qualquer um dos milhares de vizinhos silenciosos pode fazer a mesma coisa”.
Se isso acontecer, será a repetição do “passado glorioso” da região, que, de acordo com as hipóteses levantadas por Ferrin e sua equipe, era habitada por incontáveis cometas ativos. 

Novo smartphone medirá radiação

Uma mostra de tecnologia no Japão no próximo mês vai revelar um smartphone que mede níveis de radiação.
O gigante de telefonia móvel japonês NTT DoCoMo está desenvolvendo o projeto, inspirado por preocupações sobre as implicações de saúde do vazamento de radiação da usina nuclear de Fukushima.
O telefone virá com “revestimentos” mutáveis, que também serão capazes de medir o mau hálito e a gordura corporal.
Na Exposição Combinada de Tecnologia Avançada, que será perto de Tóquio no próximo mês, DoCoMo vai mostrar três smartphones equipados com sensores, para monitorar de massa corporal a níveis prejudiciais de luz ultravioleta na pele.
Mas o equipamento que mede níveis de radiação provavelmente será o mais popular. “Muitos clientes têm ficado nervosos sobre a radiação desde o grande terremoto no Japão Oriente”, disse o porta-voz da DoCoMo, Daisuke Sakuma. “Estávamos pensando que serviços podíamos fornecer para suprir essas necessidades”, acrescentou.
A demanda por aparelhos de medição de radiação aumentou no Japão desde o desastre, há seis meses

Celulares protegem contra doença de Alzheimer

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Cientistas da Flórida descobriram, através de pesquisa realizada em ratos, que os celulares não são totalmente danosos à saúde. A radiação do telefone protegeu as memórias dos roedores. O próximo passo tem sido testar com mais freqüência para confirmar a eficácia dos resultados.
O estudo foi realizado com 96 ratos, a maioria dos quais haviam sido alterados geneticamente para desenvolver placas de beta-amilóide em seus cérebros, proteína que caracteriza o Alzheimer a medida que envelhecem. Os outros roedores eram totalmente sadios.
» Como saber se você tem Alzheimer
Todos eles foram expostos a um campo eletromagnético gerado por um telefone móvel por duras horas diárias em um período de sete a nove meses. Suas gaiolas estavam na mesma distância em torno de uma antena que gerava os sinais de telefone.
Os investigadores, dirigidos pelo professor Gary Arendash, concluíram que se a exposição à radiação começasse quando os ratos com Alzheimer eram jovens adultos – antes de apresentarem sintomas de deterioração da memória de forma evidente – suas capacidades cognitivas continuavam protegidas. Os roedores induzidos geneticamente para desenvolver a enfermidade se mativeram saudáveis. A maioria não se viu afetada, nem mostraram sinais de demência. Nos ratos mais velhos, os problemas de memória foram revertidos.
Os benefícios da memória da exposição do telefone levaram meses para aparecer, sugerindo que um efeito similar nos seres humanos levasse anos.
» Café restaura perda de memória em ratos com sintomas de Alzheimer
Os pesquisadores concluíram que a exposição ao campo eletromagnético poderia ser uma maneira eficaz, não-invasiva e sem medicamentos para se tratar a doença nos seres humanos

A radiação dos telefones celulares pode alterar seu cérebro

Faça um teste. Vá para o centro da cidade na hora do almoço ou no fim da tarde e observe as pessoas que passam por você na rua. Aposto que em menos de um minuto você verá vários pedestres (e até mesmo motoristas) falando ao celular. Em uma cultura em que as pessoas usam e carinhosamente protegem seus celulares da mesma forma que as crianças fazem com seus ursinhos de pelúcia, um estudo concluído mês passado serve como alerta. Pesquisadores afirmaram, na Revista da Associação Médica Americana, que o uso constante de celulares pode afetar a atividade cerebral.
O relatório, porém, não chega a uma conclusão se as mudanças no cérebro – um aumento no metabolismo da glicose depois de usar o telefone por menos de uma hora – traz algum problema de saúde ou efeito comportamental negativo. Mas já tem muita gente querendo saber o que pode ser feito para se proteger da radiação em vez de ser de ter de voltar (no tempo) a usar o telefone fixo.
“Os celulares são fantásticos e têm feito muito para aumentar a produtividade em todos os sentidos”, opina  Nora Volkow, investigadora principal do estudo e diretora do Instituto Nacional do Abuso de Saúde. “Eu nunca diria para as pessoas pararem de usá-los completamente”.
No entanto, à luz de suas descobertas, ela aconselha os usuários a manter celulares a uma certa distância da orelha, colocá-los no modo viva-voz ou utilizar um fone de ouvido sempre que possível. A melhor opção é um fone sem fio com a tecnologia Bluetooth, que emite radiação em níveis muito inferiores.
Se um fone de ouvido não é viável, segurar o telefone apenas um pouco longe de sua orelha já pode fazer uma grande diferença. A intensidade da radiação diminui drasticamente com a distância. “Cada milímetro conta”, explica Louis Slesin, editor da revista Microwave News, um informativo on-line sobre saúde e segurança questões relacionadas à exposição à radiação eletromagnética.
Por isso, pressionar seu telefone móvel ao ouvido para escutar melhor em um bar lotado é provavelmente uma má idéia. Saia ao ar livre se você realmente tiver de receber ou fazer uma ligação. Senão, esqueça e aproveite sua noite no bar, longe da radiação.
Carregá-lo no bolso da calça ou do casaco também não é a melhor opção porque o aparelho continua em contato com o seu corpo da mesma forma. O ideal é transportá-lo em uma bolsa ou maleta ou adquirir um cinto não metálico que ao menos crie uma barreira entre o celular e seu corpo.
Alguns estudos têm sugerido uma ligação entre o uso de celulares e câncer, baixa densidade óssea e infertilidade nos homens. Outros, porém, mostram que não há qualquer efeito negativo. Dados os  resultados conflitantes e ainda não-conclusivos, Robert Kenny, porta-voz da Comissão Federal de Comunicações, afirma: “Como sempre, vamos continuar a estudar essa questão e coordenar com os nossos parceiros federais”.
O telefone usado no estudo do Dr. Volkow foi um modelo muito utilizado na época em que ela começou a planejar seus experimentos, dois anos e meio atrás. Porém, os smart phones de hoje em dia emitem ainda mais radiação porque transmitem dados mais complexos e em maior quantidade.
Você pode ter uma ideia da quantidade relativa de radiação que vários modelos de celulares emitem olhando sua TAE ou Taxa de Absorção Específica. Este número indica a quantidade de radiação que é absorvido pelo corpo quando se utiliza o aparelho na potência máxima. Um telefone celular não pode ser vendido nos Estados Unidos a menos que o valor do aparelho seja menor de 1,6 watts por quilograma. Na Europa, o máximo é de 2 watts por quilograma.
Quer mais um motivo para reclamar da cobertura pobre da sua operadora? Qualquer situação em que o celular pegar um sinal fraco, é indício de que ele tem de trabalhar mais e, portanto, emitir mais radiação. “Poucas barras significa mais radiação”, diz Om Gandhi, professor de engenharia elétrica da Universidade de Utah, em Salt Lake City, EUA, referindo-se ao mostrador de sinal dos aparelhos. O interior de edifícios e elevadores, zonas rurais, Floresta Amazônica… – estes não são bons lugares para fazer uma chamada se você está tentando reduzir sua exposição à radiação.
Enviar mensagens de texto em vez de falar ao celular pode ser mais seguro. Porém, isso se você não apoiar o aparelho contra o corpo enquanto está digitando

Radiação misteriosa é encontrada no centro da Via Láctea

Novas imagens da missão espacial europeia Planck mostram ilhas desconhecidas de formação estelar e um misterioso brilho de emissões radioativas em nossa Via Láctea.
“As imagens revelam dois aspectos interessantes da nossa galáxia”, afirma o cientista da missão, Krzysztof M. Gorski. “Elas mostram um brilho ao redor do centro da galáxia, e gás gelado aonde nunca vimos antes”.
“O brilho vem da região que circunda o centro da galáxia e parece uma forma de energia produzida quando os elétrons aceleram através de campos magnéticos”, comenta outro cientista, Davide Pietrobon.
“Nós estamos em um quebra-cabeça, porque esse campo brilha mais em ondas mais curtas do que a luz similar emitida em todo o resto da galáxia”, adiciona Gorski.
Várias explicações foram propostas para esse comportamento diferente.
“As teorias incluem um grande número de supernovas, ventos galácticos e até a aniquilação de partículas de matéria escura”, afirma Greg Dobler, colaborador do projeto.
A radiação só pode ser percebida depois que todas as outras fontes de emissão, como nevoeiro galáctico e sinais de monóxido de carbono, foram identificadas e removidas da lista de possibilidades.

Corpo humano pode se “adaptar” à exposição à radiação

Segundo um novo estudo, médicos que são regularmente expostos à radiação de raios-X podem sofrer alterações em suas células, para lhes protegerem dessa radiação.
Esses médicos têm níveis mais elevados de um antioxidante chamado glutationa dentro de suas células vermelhas do sangue.
Além disso, algumas dessas células podem ser mais capazes de autodestruição, uma forma de proteção caso se tornem cancerosas.
No entanto, ainda não está claro se estas mudanças são benéficas a longo prazo, ou mesmo se reduzem o risco de câncer desses indivíduos. Em vez disso, essas alterações podem ser indicadores precoces de uma doença, por exemplo.
Por conta disso, os médicos que trabalham frequentemente em torno de raios-X devem tomar precauções para reduzir o risco de exposição à radiação.
Cardiologistas intervencionistas são médicos que realizam cirurgias minimamente invasivas no coração, e usam raios-X para guiá-los. Enquanto os pacientes desses procedimentos recebem a dose mais elevada de raios-X, o médico recebe radiação que se espalha do paciente e das paredes.
A dose durante uma única operação é baixa, mas acumula-se. Em um ano, um cardiologista intervencionista pode ser exposto ao equivalente a 250 radiografias de tórax.
Os pesquisadores analisaram amostras de sangue de 10 cardiologistas intervencionistas e 10 trabalhadores de hospitais que não são expostos à radiação.
Em média, os cardiologistas intervencionistas foram expostos a 4 milisieverts (mSv) de radiação ionizante por ano; alguns chegaram a até 8 mSvs. Nos EUA, a pessoa média é exposta cerca de 3 mSvs por ano a partir de fontes naturais.
Os pesquisadores concluíram que os médicos podem estar se adaptando à maior exposição à radiação, com base nos níveis de moléculas chamadas espécies reativas de oxigênio (ROS, na sigla em inglês).
Moléculas ROS podem danificar o DNA se entrarem em células. Os cardiologistas intervencionistas tinham maiores níveis de ROS no plasma, em torno de suas células do sangue. No entanto, dentro de suas células vermelhas, ambos os grupos tinham os mesmos níveis de ROS.
Isso significa que as células dos cardiologistas estavam produzindo mais glutationa, protegendo as células e os cardiologistas de picos de ROS.
Estudos adicionais são necessários em grupos maiores de pessoas para determinar os efeitos a longo prazo deste tipo de exposição à radiação.
Segundo os pesquisadores, usar material de proteção adequado, incluindo avental de chumbo, e reduzir a dose de radiação que o paciente recebe durante estas operações, pode diminuir a exposição que os médicos sofrem

Até mesmo micróbios comuns sobrevivem à radiação

Quanto se trata de micróbios, alguns tem uma capacidade de sobrevivência muito maior do que os seres humanos. Por exemplo, o P. cryohalolentis, um micróbio encontrado tanto no permafrost quanto no gelo marinho da Antártida, que sobrevive à radiação mesmo em condições parecidas com ambientes inóspitos da Terra e de Marte.
O micróbio pode ficar metabolicamente ativo em temperaturas abaixo de zero, e, eventualmente, replicar seu DNA. Ele usa essas condições geladas para reparar o dano ao DNA causado pela decomposição natural de átomos radioativos ou raios cósmicos.
Os pesquisadores escolheram testar os limites desse micróbio porque ele não tem nenhuma habilidade extraordinária de reparo de DNA ou de proteção contra radiação. Mas, se ele pudesse reparar 10 pares de base de DNA por ano, poderia compensar o efeito que seria causado unicamente pela radiação ionizante.
No laboratório, o P. cryohalolentis sintetizou uma média de 90 pares de bases do DNA por dia ao ser posto em uma mistura congelada (-15 graus Celsius) ao longo de 400 dias. Uma temperatura comparável com algumas das condições de gelo mais quentes de Marte, bem como da Terra.
Os pesquisadores mostraram os benefícios do reparo de DNA através da estimativa de vida para os micróbios P. cryohalolentis, E. coli, D. Radiodurans, sendo que o último é um conhecido resistente à radiação. Quando P. cryohalolentis manteve atividade de reparação, mesmo em condições semelhantes à da superfície de Marte, facilmente superou até mesmo o dormente D. radiodurans.
Naturalmente, as estimativas de vida não incluem muitos outros fatores que podem ameaçar a vida de um micróbio encalhado em alguns dos ambientes mais inóspitos da Terra ou em Marte, como a falta de alimentos ou de água.
É por isso que os pesquisadores advertem fortemente contra o uso das estimativas do quanto os micróbios podem durar em ambientes extraterrestres. Porém, eles estão confiantes que a radiação ionizante não é um fator limitante para a sobrevivência do micróbio.
Ainda assim, algumas dúvidas ficam, como saber se o micróbio só repara danos no DNA, ou se também replica seu DNA lentamente ao longo do tempo, para continuar a crescer a população. Os pesquisadores não acham isso provável, nem impossível. Uma resposta poderia vir com novas experiências planejadas que tentam responder à questão de reparação ou de replicação.